Brasileiros não se sentem protegidos para passarem por eventos adversos

Brasileiros não se sentem protegidos para passarem por eventos adversos

Segundo uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela FenaPrevi, 45% dos entrevistados afirmaram não se sentirem preparados para situações inesperadas

EXCLUSIVO – Visando abordar as percepções dos brasileiros sobre seguros e planos de previdência, a FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) realizou na manhã desta terça-feira, 24 de maio, o webinar  “Conhecimentos e necessidades do consumidor sobre Seguro de Pessoas”.

O presidente da entidade e CEO da Zurich no Brasil, Edson Franco, falou sobre a necessidade de proteção financeira da população brasileira, principalmente depois da pandemia. Participaram do evento Franclin Castro, diretor do SindSeg BA/SE/TO (Sindicato dos Corretores da Bahia, Sergipe e Tocantins); e Cristiano Tavares, presidente do CSP-BA (Clube de Seguros de Pessoas e Benefícios do Estado da Bahia).

Recentemente, a FenaPrevi encomendou ao Instituto Datafolha uma pesquisa para entender o quanto os brasileiros estão preparados frente aos eventos como pandemia. O estudo ouviu 2023 pessoas em todo o país, e quase metade delas (45%) afirmou não se sentirem preparadas para situações inesperadas. Outros 28% disseram estar parcialmente em condições de passar por eventos similares, e apenas 27% se sentem totalmente prontos para viver uma circunstância semelhante.

“A pesquisa comprovou a realidade do Brasil, pois mesmo com as pessoas tendo criado uma consciência sobre a importância de contar com produtos de proteção, muitas delas não partem para a ação e contratam um seguro ou plano de previdência. Há uma certa dificuldade em se pensar no futuro, até mesmo por questões ideológicas ou falta de renda. É preciso que a sociedade entenda a necessidade de proteger a renda e o patrimônio da família”, afirmou Franco.

Sobre os principais medos dos participantes da pesquisa, 25% dos entrevistados afirmaram ter medo de deixar a família sem condições de se manter em caso de falecimento ou doença. 19% deles temem não ter como pagar um tratamento médico e 14% tem medo de não conseguir se sustentar por um problema de saúde.

Questionados sobre o que fizeram ou estão fazendo para proteger a si e a família de situações adversas, 23% afirmaram ter começado a guardar algum dinheiro. Outros 17% disseram ter contratado um seguro, dos quais apenas 6% escolheram o seguro de vida, e 11% não tomaram nenhuma atitude para se proteger da doença. “É possível perceber que, quando provocado, o interesse por seguros aparece, mas a maioria das pessoas não tem a ideia da diversidade sobre produtos de proteção à renda familiar. 53% dos entrevistados não conhecem e nem sabem como funciona um seguro para invalidez, por exemplo. Dados como esse comprovam a necessidade de investirmos em educação securitária e previdenciária”, diz Franco.

Apesar da falta de proteção securitária entre os entrevistados, 50% deles demonstraram interesse em adquirir um seguro de vida no próximo ano e 25% deles desejam investir em um plano de previdência privada. Além disso, apesar da tecnologia ser importante para o setor, 35% dos participantes da pesquisa preferem ter um atendimento presencial na corretora ou seguradora.

“O brasileiro ainda é inexperiente na contratação de seguros, necessitando de uma assessoria completa de riscos. Isso só demonstra a força do corretor, pois somente ele será capaz de entender o perfil do cliente e oferecer produtos personalizados para protegê-lo. Essa é uma ótima oportunidade para os corretores expandirem a carteira de segurados e o setor conseguir aumentar sua penetração no Brasil”, ressalta o presidente da FenaPrevi.

Fonte: Revista Apólice